Edição semanal 2026-W43 ·
Terapêutica com empagliflozina na doença renal poliquística autossómica dominante: um ensaio controlado aleatorizado de viabilidade
Linguagem simples
Os inibidores SGLT2, como a empagliflozina, protegem a função renal em várias formas de doença renal crónica, mas as pessoas com doença renal poliquística autossómica dominante (ADPKD) foram excluídas dos grandes ensaios clínicos. Neste ensaio piloto aleatorizado de 12 meses (NCT05510115), 50 adultos dos 18 aos 55 anos com ADPKD de alto risco de progressão e sem tolvaptan receberam empagliflozina (25 mg/dia) ou placebo. O fármaco foi globalmente bem tolerado, com 96% dos participantes em cada grupo a tolerarem a dose completa. Contudo, o volume renal total ajustado à altura aumentou mais depressa no grupo da empagliflozina do que no grupo placebo (10,5% vs 5,1% ao ano), e após uma descida aguda esperada ao 1.º mês, a variação crónica da função renal (TFG estimada) entre o 1.º e o 12.º mês não diferiu significativamente entre grupos. Este pequeno ensaio piloto mostra que não se pode assumir um benefício dos inibidores SGLT2 no crescimento dos quistos na ADPKD.
Nota clínica
Ensaio controlado aleatorizado piloto e de viabilidade contra placebo (J Am Soc Nephrol; NCT05510115) em n = 50 adultos dos 18 aos 55 anos com ADPKD em alto risco de progressão rápida, sem tolvaptan, aleatorizados 1:1 para empagliflozina 25 mg/dia vs placebo durante 12 meses (idade média 42 ± 7 anos, TFG estimada no valor inicial 70 ± 17 mL/min/1,73 m²). Desfechos primários (segurança/tolerabilidade): 96% em cada braço toleraram a dose completa; frequência semelhante de eventos adversos (infeção urinária em 2 sob empagliflozina vs 0 sob placebo; lesão renal aguda em 1 sob placebo). Desfechos secundários: o crescimento anual do volume renal total ajustado à altura (htTKV) foi significativamente maior com empagliflozina do que com placebo (10,5%/ano [IC 95% 8,2 a 12,7] vs 5,1%/ano [3,0 a 7,3], p = 0,001). A empagliflozina induziu uma descida aguda da TFG estimada ao 1.º mês (-6,2 vs +0,1 mL/min/1,73 m², p = 0,01), sem diferença estatisticamente significativa no declive crónico entre os meses 1 e 12 (-0,77 ± 1,44 vs -2,87 ± 1,96 mL/min/1,73 m²/ano, p = 0,4), nem na velocidade da onda de pulso aórtica, copeptina plasmática, KIM-1 urinária ou ADPKD Impact Score.
Pergunta para a consulta
O que mostra a investigação recente sobre os inibidores SGLT2 na ADPKD, e que tratamentos protetores renais têm benefício comprovado no meu caso?