Edição semanal 2026-W42 ·
Espetro genético e rastreio familiar em cascata em famílias vietnamitas com doença renal poliquística autossómica dominante
Linguagem simples
Quando é identificada numa pessoa uma variante genética patogénica responsável pela doença renal poliquística autossómica dominante (ADPKD), pode ser oferecido um teste genético dirigido aos familiares para saber quem mais a herdou. Neste estudo transversal no Vietname, a sequenciação completa do exoma em 40 doentes não aparentados com ADPKD identificou variantes em PKD1 em 77,5%, em PKD2 em 17,5% e nenhuma variante associada à ADPKD em 5,0%, incluindo nove variantes novas. O rastreio em cascata de 89 familiares de famílias com variante patogénica ou provavelmente patogénica confirmou a variante em 53 pessoas — cerca de um terço ainda sem sintomas — enquanto nenhum dos 36 familiares sem a variante apresentava sinais clínicos de ADPKD.
Nota clínica
Estudo transversal descritivo de coorte genética (Nephrology (Carlton)). Sequenciação completa do exoma em n = 40 casos índex vietnamitas não aparentados com diagnóstico clínico de doença renal poliquística, seguida de sequenciação de Sanger em n = 104 familiares (rastreio em cascata em 89 familiares de famílias com variantes patogénicas/provavelmente patogénicas; análise de cosegregação nas famílias com VUS). Foram detetadas 37 variantes (31 em PKD1 [83,8%], 6 em PKD2 [16,2%]; 9 novas); nos casos índex encontraram-se variantes em PKD1 em 77,5%, em PKD2 em 17,5% e resultado negativo em 5,0%. Os portadores de PKD1 eram mais jovens na avaliação do que os de PKD2 (p = 0,029). Entre os 89 familiares no rastreio em cascata, 53 (59,6%) tinham a variante familiar (34 [64,2%] sintomáticos e 19 [35,8%] assintomáticos) e 36 (40,4%) eram negativos, sem qualquer evidência clínica de ADPKD (p < 0,001).
Pergunta para a consulta
Um teste genético na nossa família ajudaria a esclarecer o meu diagnóstico ou a esclarecer o risco de outros familiares?