Edição semanal 2026-W43 ·
Fluxo sanguíneo renal como marcador de progressão da doença na ADPKD
Linguagem simples
Atualmente, a velocidade provável de progressão da doença renal poliquística autossómica dominante (ADPKD) é estimada sobretudo a partir do tamanho dos rins (volume renal total) e das análises de função renal (TFG estimada). Este estudo prospetivo acompanhou 238 adultos com ADPKD durante uma média de 5,6 anos e comparou-os com 1421 controlos saudáveis. Mesmo em jovens adultos com TFG estimada semelhante à dos controlos, o fluxo sanguíneo renal já era mais baixo na ADPKD. Ao longo do seguimento, doentes com maior fluxo sanguíneo renal tiveram uma perda anual mais lenta da função renal e menor risco de progressão rápida ou falência renal. A adição do fluxo sanguíneo renal à classificação de imagem de Mayo melhorou a capacidade de prever progressão rápida nesta coorte observacional.
Nota clínica
Estudo de coorte prospetivo observacional (Kidney Int Rep; coorte observacional DIPAK) com n = 238 adultos com ADPKD e n = 1421 controlos saudáveis, seguidos durante 5,6 ± 3,5 anos. Transversalmente, o fluxo sanguíneo renal (RBF) foi significativamente inferior na ADPKD face aos controlos em todas as faixas etárias, incluindo jovens com TFG estimada preservada, associando-se a menor função renal e maior volume renal. A fração de filtração foi mais elevada dos 30 aos 40 anos, mas não se associou a progressão. Longitudinalmente, um RBF mais elevado (por desvio-padrão) associou-se a declínio anual mais lento da TFG estimada (β padronizado = 0,34; IC 95% 0,09–0,58; p = 0,01), menor probabilidade de progressão rápida ≥ 3,0 mL/min/1,73 m²/ano (OR 0,34; IC 95% 0,17–0,70; p = 0,003) e menor risco do desfecho composto de falência renal ou descida ≥ 30% da TFG estimada (HR 0,35; IC 95% 0,20–0,60; p < 0,001). A adição do RBF à classificação de imagem de Mayo aumentou a AUC para progressão rápida de 0,69 (IC 95% 0,60–0,76) para 0,79 (IC 95% 0,72–0,85).
Pergunta para a consulta
Que análises e marcadores de imagem utilizamos atualmente para estimar o meu risco de progressão da doença renal?