Edição semanal 2026-W42 ·
Menos é mais: transplante renal robótico na doença renal poliquística sem nefrectomia nativa prévia ou simultânea
Linguagem simples
Pessoas com doença renal poliquística autossómica dominante (ADPKD) têm frequentemente rins nativos muito aumentados, o que por vezes leva as equipas de transplante a remover um ou ambos os rins antes ou durante o transplante renal. Este estudo retrospetivo de centro único analisou 16 adultos com ADPKD submetidos a transplante renal robótico sem remoção dos rins nativos. A partir de exames de imagem, os autores calcularam a fração da cavidade abdominopélvica ocupada pelos rins nativos — em mediana, cerca de um quarto do espaço. Nestes 16 doentes, o transplante robótico sem nefrectomia nativa foi exequível em vários graus de ocupação anatómica, com tempo operatório mediano de 267 minutos e perda sanguínea estimada mediana de 50 mL. Trata-se de uma série pequena de um único centro, sem comparação direta com cirurgia aberta ou nefrectomia de rotina.
Nota clínica
Série retrospetiva de centro único (Int J Med Robot) com n = 16 adultos com ADPKD submetidos a transplante renal robótico sem nefrectomia nativa prévia ou simultânea. O volume dos rins nativos (NKV) e o volume estimado da cavidade abdominopélvica (EACV) foram calculados em imagem seccional por aproximação elipsoide para definir o rácio de ocupação espacial (SOR = NKV combinado / EACV). O SOR mediano foi de 24,7%; tempo mediano de isquemia quente de 37 min, tempo operatório mediano de 267 min e perda sanguínea estimada de 50 mL. Um SOR mais elevado correlacionou-se inversamente com o volume do enxerto (r = -0,52, p = 0,038) e não teve correlação relevante com o tempo operatório (r = 0,07, p = 0,80). Coorte pequena de centro único, sem grupo comparador.
Pergunta para a consulta
Como é que o tamanho dos meus rins influencia o planeamento de um futuro transplante renal?